Considerando as duvidas de um colega de curso no outro post:
1) escolha das matérias (pelo menos para a Irlanda, foi assim):
antes mesmo de abrirem o sistema do parceiro HEA para a escolha das 3 unis, eu já tinha entrado no site do HEA e visto quais universidades tinham e quais cursos cada uma delas oferecia, alguns cursos inclusive disponibilizavam a grade curricular do curso, outras não. Mas toda essa pesquisa foi a titulo de curiosidade mesmo, pra já ir formulando minhas preferências. No entanto, quando o sistema da HEA abriu, primeiro tinha que marcar qual era a sua área (engenharia) e a partir disso o sistema mostrava quais universidades e institutos ofereciam cursos relacionados. Infelizmente, as unis não oferecem todos os cursos que possuem para estudantes do programa, por exemplo, uma que tinha uns 5 cursos de engenharia normalmente, para o CsF oferecia apenas 2. Aí, com essa listagem de cursos oferecidos por cada universidade, você conseguia entrar nos detalhes dos cursos e escolher quais te interessavam, depois era marcar as 3 unis escolhidas na listinha e preencher com a documentação geral do sistema e específica da uni. Então elas faziam a análise. Troquei bastante email com as unis pra tirar dúvidas, e uma das dúvidas era se eu poderia pegar matérias de business, em geral eles respondiam que poderia dependendo da disponibilidade de vagas e da carga horária. Eu não sei como outras universidades agiram, mas na minha, depois que aceitei a oferta, recebi a carta oficial de oferta e aceitei oficialmente, o chefe do departamento do curso de escolhi me inseriu no quarto ano, com aquelas matérias do quarto ano especificamente. Depois de insistir com ele que eu queria fazer matérias anteriores, por exemplo qualidade e materiais, ele me colocou no terceiro, mas disse que posso fazer matérias de outros anos e tudo mais. Tudo isso será definido quando eu tiver lá, que eu vou consolidar minha matrícula, aí sim eu vou definir certinho as matérias da engenharia (mesmo que de anos diferentes) e talvez de business.
2-créditos:
Em tese a universidade tem que validar todos os créditos feitos, ou pelo menos o máximo. Então aquelas matérias que o currículo bate, a gente consegue equivalência. As vezes até juntando mais de uma matéria de lá, pode dar o currículo de uma daqui. E as que não baterem, podem ser inseridas como as 3 optativas obrigatórias. As que sobrarem entram no seu currículo, mas sem abater nenhuma disciplina. Não é algo que tenha que ser conversado antes, porque consta esse assunto em documento (não lembro se no edital, termo de compromisso, ou algum outro). Mas pode acontecer de pouca coisa bater e não dar pra validar nada. Um dos motivos que você tem que escolher bem e conversar bastante é isso, porque ai você pode ver o que bate mais! Só que, independente disso, se você não se importar muito com o tempo de formatura, ou se conseguir adiantar depois, vale muito fazer matérias que você não terá aqui, justamente por não ter aqui e enriquecer ainda mais seu conhecimento!
3- passagens:
O auxílio deslocamento é tabelado em 2 parcelas de 1706 dólares. A primeira é recebida junto com os demais auxílios básicos que recebemos no começo e é, em tese, referente à passagem de ida. E a segunda é recebida junto com as 3 últimas parcelas de bolsa, referente a passagem de volta. O problema é que a CAPES demora pra liberar esse dinheiro e quanto mais perto da data da viagem, mais cara fica a passagem. Então não tem problema você comprar por conta própria, e depois reembolsar quando a CAPES liberar o dinheiro. Depois você tem que anexar no sistema um comprovante de que você fez a viagem (não sei bem o que é). Em um dos documentos consta que o "troco" da passagem não precisa ser devolvido mas, da mesma forma, a CAPES não dá mais que 1706 caso sua passagem seja mais cara. Como as passagens só de ida costumam ser do mesmo preço das de ida e volta (as vezes até mais caras), compensa comprar passagem de ida e volta. Mas como tem que comprovar a viagem para a CAPES, não sei se quem comprou ida e volta receberá a segunda parcela, acho que sim.
4- histórico traduzido:
Eu traduzi na Babel (empresa Jr de traduções da UFU), fica barato, só mandar um email e fazer orçamento. Aí o responsável pela tradução assina e o coordenador do nosso curso também. Você deve pedir com antecedência. Algumas pessoas que estavam indo para a Irlanda fizeram sua própria tradução e levaram para o coordenador assinar, não conversei com eles depois então não sei o resultado disso, mas acho que não tem problema, desde que tenha a assinatura do coordenador do curso. ATENÇÃO: Muita atenção no seu edital, pois alguns pedem tradução juramentada (ex.: EUA). Não sei bem explicar sobre a tradução juramentada, mas eu sei que é cara, demora (se pedir com urgência é mais cara ainda) e não sei se na cidade tem alguém que faz. Se não tiver nada escrito de tradução juramentada, então vale o que eu falei no começo.
5- enviar documentos para as universidades:
No caso da Irlanda, o sistema do HEA pedia documentação geral (que as 3 unis teriam acesso), depois tinha uma página que ficavam as suas 3 escolhas divididas, e cada divisão pedia coisas específicas. Tem unis que pedem mais coisas e outras que não pedem nada além dos docs gerais do sistema. Aí nessa parte a gente anexava o que cada uma pedia especificamente. E também tinha uma caixinha de texto pra cada uni, nas quais você podia fazer alguma observação, ou era onde eles pediam pra você escrever sua carta de intenção. Lembrando que em todas as etapas de inscrição, desde o comecinho, toda a sua documentação deve estar em PDF.
Qualquer coisa, só falar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário